Os trilhos das Azenhas e dos Castanheiros

Nicolau Ribeiro

Excetuando a extensão e o facto de se desenvolverem um, na margem esquerda e outro na margem direita Tâmega, o contexto dos dois trilhos é idêntico no que se refere à paisagem, à fauna e à flora, claramente influenciadas pelo rio que criou habitats únicos e particulares, quer no que se refere a espécies animais ou arbóreas.

Em Amarante, muita da nossa oferta turística está centrada na Natureza. Quem nos visita pode desfrutar de rios e serras que convidam a usos diversos, seja em atividades desportivas ou de aventura, de lazer ou de simples descoberta e contemplação.

No nosso território desenhámos percursos, rotas e trilhos de extensão e graus de dificuldade diversos, que convidam ao usufruto e posicionam Amarante num lugar cimeiro nesta área. Em amarantetourism.com poderá conhecer algumas opções, com destaque para a Pequena Rota 6 (PR 6), na serra do Marão, ou a ciclovia do Vale do Tâmega, de usos múltiplos.

A nossa oferta mais recente foi construída nas margens do rio Tâmega e é constituída por dois trilhos, de características semelhantes, mas de diferentes distâncias.

Comecemos pelo Trilho dos Castanheiros. Com um percurso linear ao longo da margem esquerda do Tâmega e de dificuldade baixa, tem início no Parque Florestal de Amarante e desenvolve-se ao longo de 3,8 quilómetros.

Sensivelmente a meio do percurso, fica a Pista de Pesca do Formão, que foi redesenhada, do que resultou a melhoria das suas condições de uso. Quem pretenda apenas utilizar esta pista pode aceder-lhe a partir do lugar das Carvalhinhas, em Cepelos.

O Trilho das Azenhas é igualmente linear, tem também um grau de dificuldade baixo e desenvolve-se por sete quilómetros, ao longo da margem direita, com início na “Praia das Azenhas” e terminus na freguesia de Vila Caíz, nas proximidades do lugar de Passinhos.

A área envolvente da Praia das Azenhas foi objeto de recuperação e arranjo urbanístico e as ruínas das Azenhas dos Morleiros foram preservadas e requalificadas, dignificando-se um espaço que é dos mais simbólicos da identidade e imaginário dos amarantinos.

Excetuando a extensão e o facto de se desenvolverem um, na margem esquerda e outro na margem direita Tâmega, o contexto dos dois trilhos é idêntico no que se refere à paisagem, à fauna e à flora, claramente influenciadas pelo rio que criou habitats únicos e particulares, quer no que se refere a espécies animais ou arbóreas.

Percorrer os trilhos dos Castanheiros ou das Azenhas pode ser, por isso – para além da atividade física subjacente –, um processo de aprendizagem e descoberta. Consulte os placards informativos e fique a saber das espécies animais e vegetais com que pode contactar ao longo dos percursos. Com um pouco de sorte pode mesmo ver uma lontra deslizando na água!

Já agora, saiba que ambos os trilhos oferecem excelentes zonas para a observação de aves. Das nativas, e que “habitam” o rio ao longo de todo o ano (patos, garça real, corvo-marinho, guarda-rios…), mas també.m daquelas que estão em trânsito, ora para o Norte da Europa, ora para Africa, e que em Amarante páram para descansar ou nidificar. A altura ideal para se fazer birdwatching é no inverno e na primavera, quando tem lugar a nidificação e as aves estão mais ativas.

É aqui que começa o Trilho das Azenhas (Foto: NR)

Como curiosidade, diga-se que o Trilho das Azenhas pode ser percorrido de noite, já que está iluminado nos seus sete quilómetros de extensão.